Monday, September 25, 2006

O diabo veste Prada

Um comédia CULT CHIC.

O filme vale pela atuação da Meryl Streep, com uma sátira ao mundo fashion aliada à exaltação do nosso cotidiano enlouquecedor. Não é um filme pra adolescentes, tampouco uma comédia do Woody Allen, se equilibra no meio dessas duas vertentes e se torna um ótimo programa a qualquer hora do dia.

O que vc faria?

Como um filme de 07 candidatos a uma vaga de emprego consegue produzir diálogos e discussões tão inteligentes, retrando uma face real e pra muitos obscura da sociedade em que vivemos?

Indicação impreterível. Vá ver.

Amor em 5 tempos

Em termos de sensibilidade ao tema - o melhor filme sobre a complexa arte dos relacionamentos contemporâneos.

Um olhar inédito.
O final irreversível de uma história de amor em um instante e o nascimento da chama dessa paixão em um momento.
Um dos melhores filmes do ano.

Dogville

A perfeição não pode ser planejada.

Dogville expõe de maneira magistral as vísceras cruas da alma do ser humano, circundando a vida e a toda incerteza de nossos atos.

Está tudo ali implícito ali, a cada julgamento, a cada ação. Para não haver dispersão do foco principal do filme, Lars Von Trier utiliza um cenário simplório concentrando a atenção do expectador em cima da problemática preferencial que ele quer retratar. É necessário apenas um enxerto de sociedade pra demonstrar que os mesmos problemas que o mundo vive em todas as partes e em todos os ambientes são os mesmos. Há um pano de fundo histórico americano, porém, acredito que isso só pode ter sido revelado para chamar um pouco de atenção para o filme. O filme leva essa discussão para uma esfera maior, explicativa inclusive, dos problemas sociais, do trabalho e da nossa existência, justamente, por conta dessas disciplinas que o ser humano carrega com si e que se tornam protagonistas de nossos ensaios. Aprofundando, podemos questionar se existem maneiras reais de condenarmos alguém e ainda nos perguntar: Os motivos que nos levam a roubar algo (no caso de Maderlay) são externos, provindos da sociedade e ou inerentes da natureza humana? Em que grau devemos ser culpados de nossas ações condenáveis quando a emoção se torna vencedora? Bottom of line é que não há uma resposta proposta no filme a não ser a conformidade. A situação do mundo hoje é paralelamente discutida nesse filme. Eventualmente, uma consciência maior do que somos e dos nossos intermináveis e abomináveis desejos destrutivos poderia amenizar essa problemática? Sabemos porém, que nossos anceios sexuais, de sobrevivência e ambicionais vão totalmente ao desencontro de uma sociedade igualitária. Um filme que nessa passagem de vida pela Terra, regada de seres humanos por todos os lados, precisa impreterivelmente ser visto.

Nunca imaginei que fosse eleger um filme como o melhor que já vi.

A perfeição não pode ser planejada. Parabéns Dogville.

El Favor

Deflagra a típica comédia espanhola escrachada, explícita e bem sagaz. Um filme despretensioso, pra qualquer hora do dia.